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Ministério do Turismo lamenta o incêndio no Museu Nacional


Nota à imprensa - Incêndio no Museu Nacional
O Ministério do Turismo lamenta profundamente o incêndio que atingiu no início da noite de ontem domingo (02), o Museu Nacional, no Rio de Janeiro. Mais do que um atrativo turístico e um cartão postal da cidade, o museu criado por Dom João VI guarda a rica história de nossa nação e de nosso povo. Desde já, o Ministério do Turismo se coloca à disposição para trabalhar em parceria com outros órgãos do governo no intuito de auxiliar na recuperação da história e da memória desse importante bem para o povo brasileiro.
Inicia-se hoje a semana da independência, com muita tristeza.
Ainda não se sabe as causas do incêndio do Museu Nacional, mas já se sabe, e a muito tempo, da situação de abandono e descaso do que deveria ser um símbolo da preservação de nossa história e de nossa conexção com a humanidade.
O museu foi criado há mais de dois séculos por D. João. O local guardava em sua estrutura toda a história do Brasil desde 1808. Ali viveram D.joão e Pedro I, nasceram Pedro II e P. Isabel, e foi ali que D. Leopoldina assinou a ata da reunião que propiciou nossa independência. Foi num dia como hoje, 02 de setembro 1822. Coincidência terrivelmente simbólica!
O museu, assim como Brasil, estava abandonado à própria sorte, além de seu próprio acervo ali também estava parte do acervo do museu do Ipiranga de São Paulo.
Não só perdemos referencias fundamentais de nossa história mas também toda a consciência humanitária e científica acumulada de um ser humano exemplar que foi Pedro II; que queria concientizar sobre o que existia de extraordinário na humanidade para os brasileiros. Parte de sua coleção arqueológica ali estava a disposição para ser visitada por crianças em fase escolar, como as múmias que trouxe de uma expedição feita com sua esposa, a I.Teresa Cristina ao Egito. Foi isso que perdemos, perdeu o Brasil e o mundo.
Só quem conhece o local sabe a real dimensão da perda irreparável que sofremos. Rezo para que dessas chamas e cinzas encontremos o caminho para nos reconectarmos a nossa brasilidade.
Luiz Philippe de Orleans e Bragança

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