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Por que a Comida de avião tem um gosto diferente?


Foto:Road For Two
Por que a Comida de avião tem um gosto diferente?
É Ciência Pura.
Perguntas foram feitas a cientistas e a pessoas
conhecedoras de comidas para obter respostas às
perguntas que todo passageiros faz sobre as refeições
servidas em aviões. A primeira foi: A comida sempre
tem um sabor medíocre? (Incrivelmente, NÃO!)
Comer num avião nem sempre foi assim algo sem emoção. Posso garantir que
já foi mais interessante e saboroso. Mas parece que isso foi há tanto tempo ,
quando as comidas quentes eram uma garantia de satisfação.... Hoje em dia,
ter uma refeição “no ar” parece ser um dos maiores desafios que existe entre
duas asas, com passageiros sempre se indagando: O que devo pedir? Será que
deveria me incomodar com o que escolher? Será que deveria trazer comida a
bordo? E o que deveria trazer? E por que tudo tem um sabor tão esquisito?
Suas respostas, finalmente, estão aqui!
Por que a comida de avião tem sabor diferente?
Para começo de conversa: tipicamente, a umidade dentro do avião é baixa –
entre 10 e 20 por cento – que pode secar a pela do seu nariz e afetar o seu
sentido do cheiro. O ar reciclado, combinado com o ar condicionado fazem
com que a comida desidrate (seque) muito rapidamente, o que explica a razão

da maioria das comidas terem muito molho. Também, um estudo realizado
em 2015 no Laboratório de Alimentos da Universidade de Cornell, descobriu
que a vibração dos aviões estimula um nervo no ouvido médio, que influi na
percepção de gosto do passageiro: sabores mais condimentados foram
aumentados enquanto os doces foram reduzidos, sentindo menos doce. Que a
balança tenha se voltado aos mais temperados não causou nenhuma surpresa:
o conhecimento do chamado “Umami” (sabor em japonês) tem sido a arma
secreta de um chef de cozinha dentro das companhias aéreas.
O Doutor Robin Dando, Ph.D., um dos autores do estudo, revelou que o sabor
representa muito mais que simplesmente colocar um pouco de comida na sua
boca: “Quando notamos um sabor, não estamos somente procurando pelos
ingredientes. Estamos recebendo informações de todos os nossos sentido que,
todos juntos, congregam uma imagem do sabor como um todo para o nosso
cérebro”, diz o Doutor Dando. “Nosso estudo demonstrou a importância do
ambiente auditivo e como apreciamos os alimentos – em ambientes muito
ruidosos, por exemplo, todo o trabalho de dedicação realizado por um chef
para equilibrar os sabores mais complexos fica totalmente arruinado e
desfeito”. No futuro, Dando explica que os chefes de cozinha das empresas
aéreas poderão tentar combater esses desequilíbrio ao provar seus pratos
enquanto estiverem usando fones de ouvido que estiverem “tocando” o mesmo
ruído produzido dentro das aeronaves. Parece divertido, não é? Aposto que
eles vão “adorar” fazer isso. Mas até que isso aconteça, coloque um daqueles
fones de ouvido que isolam ruídos externos, permaneça hidratado e siga o
mantra do “quanto mais úmido, melhor” para os alimentos servidos a bordo.

Existe um Segredo para Pedir Refeições....
Quanto mais tempo a comida permanece no carrinho, menos “fresca” e quente
ela estará – não importa o quanto ela seja esquentada ou com que velocidade
o carrinho corra os corredores, isso não ajudará em nada. Se você se contenta
com a comida já estabelecida a bordo, passe mais alguns minutos durante o
processo de reservas e solicite uma das opções das comidas especiais: pense
nas opções de vegetariana, baixo teor de gordura ou mesmo a comida Kosher.
Isso assegurará que você receba o seu “alimento especial” antes dos outros o
que, provavelmente, garante que estará (mais) fresco.

...E, acredite, haverá Comida de Avião que, na
verdade, você vai querer provar
Comer a 35 mil pés de altitude certamente não é mais o que costumava ser.
Mas, também, não o que poderia ser e o que desejaríamos. Quando é que
começarão a servir como numa Churrascaria, ou um Cantina Italiana?
Deixando esses tão sonhados pratos de lado, podemos dizer que as refeições
servidas pelas companhias aéreas são – me atreveria a dizer - boas. Pronto,
disse. Oferecendo um chá da tarde na Classe Superior da Virgin Atlantic ou
um Filé Kare-kare Filipino com molho de caju e aspargos, batatas ao forno e
cenouras na Primeira Classe da Hawaiian Airlines, você se sentirá nas nuvens
em mais de uma maneira. Mas para aqueles como nós, que não podem
simplesmente viajar em Primeira ou Classe Executiva, ainda sobram muito
boas opções: seja um brisket de chili – do premiado chef Tom Douglas da
Alaska Airlines, ou um Schnitzel Vienense, na Austrian Airline, ou uma Salada
Cobb, na American Airlines, existe uma grande variedade de opções em classe
econômica espalhadas pelo mundo.

Coma Isto, Não Aquilo
Se você, no fim das contas, deseja evitar a comida de bordo, traga comidas que
vão reter seus sabores, que terão bom gosto ao paladar em temperatura
ambiente e que suportarão o efeito intenso do ar condicionado. Para refeições
principais sugerimos lentilhas, grãos (trigo, quinoa, arroz) num molho
vinagrete – eles manterão sua consistência – ou massa com queijo e azeite de
oliva. Como sempre, procure alimentos que mantenham um alto teor de
“umami” e que serão melhorados com aquele zumbido constante dos aviões:
cenouras, queijo parmesão, molho de soja e tomates são algumas opções com
essas características.
Então, é por isso que aqueles Bloody Marys servidos durante os voos são tão
saborosos!


Andre Beraha: profissional de do Turismo e atuante há mais de 40 anos, tendo passado
a metade desse tempo morando no exterior (EUA, México e República Dominicana).
Fluente em 5 idiomas, visitou e atuou em mais de 45 países. Atua como Gestor,
Negociador e Promotor estando associado a diversas entidades internacionais,
principalmente na área do Turismo de Luxo e de Experiências.

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