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O Fenômeno da Pororoca

 Pororoca 
Os moradores do município de São Domingos do Capim, na região nordeste do Pará, sempre conviveram com o fenômeno da Pororoca. Para a maioria dos nativos o fato está envolto em mistério e faz parte do universo das lendas da Amazônia.....
Mistérios das lendas da Amazônia
Contada pelo funcionário público aposentado Pedro Corrêa Sodré, 78 anos, a lenda diz que, há muito tempo, bem antes do Descobrimento do Brasil, existia neste local uma tribo de índios famosa. Era liderada por Pirajauara, o cacique pescador, também famoso e que gostava de viver nas margens dos rios. O cacique tinha uma filha, muito bonita, de olhos negros, cabelos igualmente negros e compridos.

A moça também gostava de estar nas margens dos rios, para apreciar as marés e passear nas praias. Certa vez, em noite de lua cheia, quando caminhava pela praias, de repente, do fundo das águas surgiu um vulto e, em seguida, uma pessoa vestida de branco.

No início, a índia sentiu medo.

- Não tenha medo: eu não vou te farei mal", diz o estranho, ao sair da água.

Era um boto, que se transformou em ser humano e passou a conversar com a filha do cacique Pirajauara.

E desde aquela noite, durante várias outras luas seguidas, o boto voltava para conversar com a filha do cacique.

Os dois começaram a namorar. Quando a índia percebeu, estava grávida. Após nove meses, ela deu à luz não "a três humanos, mas a três botinhos", descreve Pedro, com singeleza.

Muito triste ao perceber que não poderia criá-los, a índia decidiu que iria devolvê-los às águas: foi até a margem do rio e lá soltou os recém-nascidos.

Os três filhotes de peixe nadam alegres e, rapidamente deixam o local. Com o passar dos anos, os botos se tornam adultos e sentem saudades da mãe, que morava na superfície.

Os três conversaram e decidiram:

– "Vamos ver a nossa mãe!"
E saem em disparada ao encontro com a mãe, nadando com vigor e alegremente, fazendo aquela onda imensa, que atinge as margens, derruba árvores e joga embarcações para o fundo das águas. Os três botos só se acalmam quando encontram a mãe. Essa é a lenda da pororoca
Por:Graça Falangola Gonçalves

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