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Abelhas sem ferrão são tema de simpósio no Museu Goeldi

Abelhas sem ferrão são tema de simpósio no Museu Goeldi
Nesta quinta-feira (2), o Museu Paraense Emílio Goeldi recebe o simpósio “Abelhas sem ferrão e a sociobiodiversidade”. O evento tem o objetivo de compartilhar conhecimentos e discutir aprendizados sobre o desenvolvimento da cadeia de valor do mel das abelhas sem ferrão e expor de que forma essa produção contribui para a geração de renda aos povos e comunidades tradicionais e para a preservação do meio ambiente.

A programação vai contar com as apresentações dos resultados do Programa Néctar da Amazônia, debates com parceiros do programa (Embrapa Amazônia Oriental, Universidade Federal do Pará, Instituto Tecnológico Vale), produtores, especialistas, pesquisadores e participantes da cadeia de valor do produto. Entre os temas abordados, destacam-se as melhores práticas dessa tecnologia social, a legalização da atividade e do produto, bem como os desafios para a ciência e a comercialização.

O simpósio ocorre no Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, no Parque Zoobotânico, a partir das 8h. O evento é de realização do Instituto Peabiru, com o apoio do BNDES - Fundo Amazônia e colaboração do Museu Goeldi. Para mais informações sobre a programação, acesse o link.https://institutopeabiru.files.wordpress.com/2018/07/nectar-simposio-programac3a7c3a3o1.pdf

Néctar da Amazônia – Pioneiro no Brasil no processo de licenciamento da atividade junto ao Sistema Nacional de Gestão de Fauna Silvestre (SISFAUNA), que no Pará é operado pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Sustentabilidade (SEMAS), o Programa Néctar da Amazônia visa fortalecer a produção e venda do mel de abelhas sem ferrão na Amazônia.

O programa também visa a plena legalidade da comercialização do mel e seus derivados, seja como produto artesanal estadual, seja com selo de inspeção federal, para que se alcance o mercado de maneira segura.

A crescente valorização do mel das abelhas sem ferrão contribui bastante para a geração de renda complementar de famílias de indígenas, quilombolas e de outros povos e comunidades tradicionais, em sua maioria, excluídos e de baixa renda. A produção também garante melhor posição da mulher no controle da renda e segurança alimentar da família. Além do mel, a criação de abelhas sem ferrão (meliponicultura) tem impactos positivos diretos na produção agrícola e florestal, inclusive de espécies de grande interesse comercial e para a conservação e recuperação de áreas degradadas.



Serviço | Simpósio: Abelhas sem ferrão e a sociobiodiversidade

Data e hora: 2 de agosto de 2018 (quinta-feira), a partir das 8h.

Local: Auditório Alexandre Rodrigues Ferreira, Parque Zoobotânico do Museu Paraense Emílio Goeldi (a entrada deve ser feita pelo portão da Travessa Nove de Janeiro).

Inscrições: Gratuitas e devem ser confirmadas pelo e-mail dalissa@peabiru.org.br ou pelo telefone (91) 98150-1382.

 Programação

8h – Inscrições e Café da manhã sustentável (Toró Gastronomia Sustentável)

8h30 – Abertura – Impacto socioambiental e econômico da meliponicultura | João Meirelles Filho – Diretor Geral do Instituto Peabiru.

9h – Incentivo ao desenvolvimento da cadeia produtiva da meliponicultura no estado do Pará | Daniel Santiago – Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

9h30 – Geração de ativos tecnológicos para a meliponicultura | Marcos Enê Oliveira –Pesquisador da Embrapa Amazônia Oriental.

10h – Uso de barcode DNA para a identificação de espécies de abelhas sem ferrão da Amazônia | Patrícia Schneider – Instituto de Ciências Biológicas da UFPA.

10h50 – Troca de experiências entre produtores e pesquisadores | Fernando Oliveira – Instituto Peabiru; Cleiton Oliveira – Instituto Peabiru; Marussia Baena – Produtora de Curuçá/PA; Renato Baena – Produtor de Curuçá/PA.

12h-12h30 – Resumo das atividades da manhã e espaço para manifestações dos participantes

12h30 – Almoço livre

14h – Meliponicultura: desafios e estratégias para autorização de manejo e comercialização da produção | Hermógenes Sá – Diretor Executivo do Instituto Peabiru.

14h30 – Oportunidades de mercado do mel de abelhas sem ferrão | Jerônimo Villas Bôas – Consultor.

15h – Peabiru - Produtos da Floresta: modelagem e análise do negócio para os diferentes operadores da cadeia de valor da meliponicultura | Pedro Meirelles – Consultor.

15h20 – Parcerias e pesquisas científicas: as abelhas sem ferrão na pesquisa do Instituto Tecnológico Vale (ITV) | Vera Imperatriz Fonseca – Pesquisadora do ITV; A importância do resgate de abelhas para matrizes da meliponicultura | Luciano Costa – Pesquisador do ITV.

15h40-16h – Encerramento: aprendizados e desafios | João Meirelles Filho e Hermógenes Sá.

Agência Museu Goeldi 
Foto:Ciência Hoje das Crianças

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